terça-feira, 26 de novembro de 2013

Pesquisador da EBDA apresenta trabalhos em Congresso Brasileiro de Agroecologia

Dois trabalhos desenvolvidos por equipes técnicas da gerência regional da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), em Cruz das Almas, serão apresentados durante o VIII Congresso Brasileiro de Agroecologia, que acontece em Porto Alegre/RS, esta semana. O evento vai até quinta-feira (28), e tem o tema “Cuidando da saúde do planeta”. O engenheiro agrônomo Jorge Silveira, da EBDA, empresa vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), é o responsável pela apresentação dos trabalhos, que têm como títulos: “Sistemas Agroflorestais como Estratégia para Transição Agroecológica dos Agricultores Familiares do Recôncavo da Bahia”, e “Resgate da Cultura da Araruta junto aos Agricultores Familiares do Recôncavo da Bahia”.

Segundo o autor, que tem como parceiros no primeiro trabalho, a engenheira agrônoma, Célia Maria Freitas Tavares, o estudante de agronomia da Universidade Federal da Bahia, Jonas Costa, e no segundo trabalho conta com a parceria de Célia Tavares e Jonas Costa, com o engenheiro agrônomo Antônio Batista e com a técnica Jalmira Silva. “Todas as equipes técnicas são comprometidas com a agricultura familiar e trabalham visando o seu desenvolvimento e uma melhor condição de vida para as famílias agrícolas, a partir da melhoria da produção/produtividade das suas culturas”, comentou Silveira.

Sistemas Agroflorestais
O trabalho sobre Sistemas Agroflorestais (SAF’s) utilizou os SAF’s - que se baseiam na promoção da biodiversidade e sustentabilidade da produção -, como base para a avaliação do processo de transição agroecológica dos agricultores do Recôncavo Baiano, no período de 2010 a 2013. Em sua conclusão, a pesquisa admite que é possível, de forma prática, um trabalho com sustentabilidade, em base agroecológica a partir da consolidação de uma agricultura com mudanças. A publicação destaca que não só no sistema de produção, mas também com a transformação nas relações do homem com a terra e do homem consigo mesmo.

Já o trabalho sobre a cultura da araruta, planta nativa das regiões tropicais das Américas, que produz um tubérculo rico em amido (fécula ou goma), que se encontra quase extinta no Brasil, que teve início em 2008 e conclusão em junho deste ano, visa o resgate da cultura junto aos agricultores familiares do Recôncavo Baiano, com o incentivo ao plantio, consumo e comercialização da fécula, que serve para a realização de várias receitas culinárias. “O mercado da fécula da araruta é promissor devido à ausência de glúten, uma proteína comum em diversos cereais, que causa alergia em pessoas portadoras da doença celíaca, que são cerca de 500.000, somente no Brasil”, conta o agrônomo, informando que “outras pesquisas estão sendo iniciadas para determinar aspectos técnicos da cultura, redução dos custos de produção e beneficiamento”, concluiu Jorge Silveira.

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